sexta-feira, 5 de novembro de 2010

A doçura do viver

Tem um trecho de uma música de Zeca Baleiro, um de meus cantores preferidos, que diz assim "a vida é doce, mas tá amarga de se viver." Daí que em um desses feriados que a gente passa em casa mesmo, à toa, estava eu jogada no sofá quase quebrando o controle remoto de tanto passar de canal até que em um dos tele cine's da vida ia começar "A vida secreta das abelhas". Confesso que sou bem preconceituosa com nome de filme.  Se o filme não tem um nome legal, bem manjado e tal, eu perco logo a vontade de ver o filme. Minha irmã é bem assim também. Uma vez, numa madrugada de férias, ela não queria ver um filme só porque o nome era tosco. Mas como nós não tínhamos outra opção....acabamos vendo "Ostras e mexilhões" mesmo e nos surpreendemos. O filme é ótimo! Voltando ao filme daqui...como eu já disse, não tinha muita opção no feriado e resolvi assistir a esse de título esquisito mesmo. Ainda bem que assisti, foi o filme mais doce que vi nos últimos tempos. Não vou pagar de spoiler e contar toda a história do filme, não. Só vou contar o que ficou. Todo filme tem uma lição- que às vezes nem é tão lição assim, enfim...Esse filme fala de sofrimento, de muito sofrimento, e de amor. Mas apesar de falar de muito sofrimento, fala mais de amor, entende? Ele te faz pensar se é melhor amar e não ser amado ou não optar por não sentir para sobreviver. Eu, particularmente, vivo pensando sobre isso e me identifiquei bastante com a personagem que opta por não sentir. Sei lá...o mundo já tá tão barra pesada para a gente ficar se deixando encantar por aí. Mas será que assim a vida não perde um pouco a graça? Sei lá...
Bom, além dessa liçãozinha preciosa, o filme tem outras coisinhas apaixonantes. As irmãs com nomes inspirados nos meses de verão: May, April, June e August. Adorei essa! :}
  

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